Pular para o conteúdo
leonardobissoli.com
Todos os vídeos

análise · 19 de outubro de 2026 · 16:15

Por que a Anthropic saiu do Git com 7 pessoas em 5 meses

A Anthropic tirou o repositório principal inteiro do Git em 5 meses com uma equipe de sete pessoas, porque o volume passou de 30.000 mudanças de código por dia e o Git virou o maior gargalo de desenvolvimento. Segundo a empresa, a estrutura nova usa 200 vezes menos processador e memória do que a antiga montada em cima do Git. E o sistema não serve de substituto do Git para uso geral.

Por que a Anthropic saiu do Git com 7 pessoas em 5 meses

O que muda na prática

  1. 01O volume que o Git não aguentou

    Só o histórico do ramo principal tem quase 100 GB, e o código é baixado na ordem de 25 milhões de vezes por dia só pela integração contínua. Em maio deste ano, a Anthropic integrava em média umas 2.500 mudanças de código por dia nesse repositório; em setembro, passou de 30.000 por dia. Segundo a empresa, o que puxou esse salto foi o Claude escrevendo código.

  2. 02Git é a ferramenta, a plataforma é outra coisa

    O Git registra as mudanças nos arquivos, guarda o histórico e junta o seu trabalho com o de outras pessoas. A plataforma é construída em cima do Git, guarda os projetos na nuvem e soma recursos de planejamento e de colaboração. O Git é a ferramenta e a plataforma hospeda projetos feitos com o Git.

  3. 03Os remendos que compraram tempo

    Antes de construir algo novo, eles usaram o clone raso, que corta o histórico, e a cópia parcial, que deixa na máquina só uma parte dos arquivos. Também usaram espelhos internos do Git e cópias prontas do repositório guardadas num armazenamento que eles chamam de sementes. No pico, operavam várias centenas de espelhos internos do Git. Segundo o post, isso comprou tempo, mas ficava mais difícil de operar a cada aumento de volume.

  4. 04O cliente está sempre online e o commit fica no servidor

    Como quase todos os clientes eram agentes e trabalhos automáticos, o sistema foi desenhado em volta de um servidor sempre disponível, e o cliente pega os dados só quando precisa. É o servidor que responde sobre o histórico dos arquivos e sobre quem mudou cada linha, cria os commits e junta as mudanças. Então não tem nada para enviar, e o trabalho de criar um commit cresce com o tamanho da mudança e não com o tamanho do repositório.

  5. 05Sete pessoas com o Claude escrevendo o código

    No começo do ano, eles tinham escrito quase toda a mão a primeira versão do programa que levava os dados do Git para o sistema novo. Aí pediram para o Claude reescrever tudo sem nenhuma outra instrução: a versão dele usou 20 vezes menos memória e ficou quatro vezes mais rápida. Todos os engenheiros que trabalharam nesse sistema hoje avaliam o Claude como melhor do que eles para escrever código, mas muitas vezes o papel deles era dizer não para o Claude.

  6. 06O resultado segundo a Anthropic

    Segundo a empresa, a estrutura nova usa 200 vezes menos processador e memória do que a estrutura de espelhos do Git que eles tinham antes. Os testes automáticos e os trabalhos de pesquisa baixam o código umas 100 vezes mais rápido. Só na integração contínua isso liberou 25% de capacidade de processador.

  7. 07O que muda para quem usa agente

    A Anthropic fala que o sistema novo não serve de jeito nenhum como substituto do Git para uso geral, e que essas ideias só fazem sentido para repositórios realmente enormes. A lição que ela tira é que escrever código deixou de ser o gargalo: o gargalo agora é a infraestrutura feita para a escala humana, controle de versão, compilação e integração contínua. Se os seus agentes baixam um repositório grande inteiro a cada tarefa, vale conhecer o clone raso e a cópia parcial do Git.

Nas palavras dele

“Em maio deste ano, ela integrava em média umas 2.500 mudanças de código por dia nesse repositório. Em setembro, passou de 30.000 por dia, mais de 10 vezes em 4 meses.”

ouvir em 0:50

“A saída foi construir um controle de versão próprio e tirar o repositório principal inteiro do Git em 5 meses com uma equipe de sete pessoas.”

ouvir em 1:15

“O Git é a ferramenta e a plataforma hospeda projetos feitos com o Git.”

ouvir em 2:25

“No sistema novo, o commit acontece no servidor e a junção das mudanças também. Então, não tem nada para enviar.”

ouvir em 7:10

“a estrutura nova usa 200 vezes menos processador e memória do que a estrutura de espelhos do Git que eles tinham antes”

ouvir em 8:25

“Todos os engenheiros que trabalharam nesse sistema hoje avaliam o Claude como melhor do que eles para escrever código”

ouvir em 10:40

“O sistema novo não serve de jeito nenhum como substituto do Git para uso geral.”

ouvir em 11:45

“escrever código deixou de ser o gargalo. O gargalo agora é a infraestrutura feita para a escala humana, controle de versão, compilação e integração contínua”

ouvir em 14:40

Perguntas

A Anthropic vai lançar o próprio Git?

Não. Segundo o post, o sistema novo não serve de jeito nenhum como substituto do Git para uso geral, e essas ideias só fazem sentido para repositórios realmente enormes.

Quanto tempo levou para tirar o repositório principal do Git?

5 meses, com uma equipe de sete pessoas.

Quantas mudanças de código por dia o repositório recebia em setembro?

Passou de 30.000 por dia, contra uma média de umas 2.500 por dia em maio.

Quanto o sistema novo economiza em processador e memória?

Segundo a Anthropic, a estrutura nova usa 200 vezes menos processador e memória do que a estrutura de espelhos do Git que eles tinham antes.

Quando esse tipo de problema deve ficar mais comum?

A Anthropic não espera que muitas empresas tenham esses problemas no curtíssimo prazo, mas espera que fiquem mais comuns nos próximos 6 a 12 meses.

Quer ir além do vídeo?

Continue por aqui

Este resumo foi escrito a partir da transcrição do vídeo. As citações são literais. Para o conteúdo completo, assista no YouTube.